.page-title { display: none; }

Compartilhe:

De Médico a Empreendedor: O vazio da pós-graduação.

Quando embarcamos na jornada da medicina somos guiados por um propósito nobre: cuidar das pessoas.

Durante anos de estudo e dedicação, buscamos o aprimoramento técnico e científico para oferecer o melhor atendimento possível.

No entanto, há um vazio que nem sempre é preenchido nessa trajetória — a preparação para ser um empreendedor.

A faculdade de medicina não prepara o médico para empreender, isso é fato — claro, não é a sua função primordial.

Mas fomos recentemente bombardeados por inúmeras pós-graduações, Master Business Administration (MBA) em gestão saúde, marketing em saúde e, acreditem, também não irão te preparar para empreender.

Atualmente, quando se fala em gestão para o médico, o mercado criou inúmeros problemas e dificuldades para simplesmente venderem a solução.

São mecanismo para o médico acreditar que é praticamente impossível entender gestão e, pasmem: não é!

Enquanto elas enaltecem suas grades curriculares repletas de teorias, acreditamos que o verdadeiro empreendedorismo vai além do papel e das palavras.

O empreendedorismo médico requer vivência prática, coragem e ação.

Aqui, entendemos que a experiência real é o ponto de partida para a transformação do profissional da saúde em um visionário empreendedor.

Aqueles que desejam aprender sobre gestão e criação de negócios não podem se contentar com teorias desassociadas da prática.

1. O Conhecimento Técnico vs. a Arte do Empreendedorismo

Na pós-graduação de gestão somos imundados por conteúdos teóricos, longos e pouco aplicáveis a realidade que o empreendedor necessita.

Além disso, há pouca vivência por parte dos facilitadores, muito técnicos e pouquíssima vivência prática.

A verdadeira arte do empreendedorismo é a soma entre: mentalidade empreendedora, análise crítica e interpretação de dados. Tudo isso é importante, mas a mentalidade empreendedora tem peso maior.

Na minha visão — e eu acredito muito nisso — é muito difícil falar de gestão, criação de negócios quando não é o seu dinheiro e seu CPF em risco.

Infelizmente é essa realidade que encontramos nas inúmeras pós-graduações espalhadas sobre gestão: muita teoria, pouco aplicável e zero resultado prático.

Acredito muito na construção intelectual forte e isso é minha filosofia de vida.

O empilhamento do conhecimento técnico é fundamental para o gestor, mas é necessário buscar conhecimento de forma prática, direta ao ponto e que realmente traga resultados.

O aprendizado técnico, funciona, como o alicerce de uma construção. Ele é fundamental para dar sustentação, mas é a visão do arquiteto empreendedor que molda o edifício.

É essa visão que nos permite enxergar oportunidades onde outros veem obstáculos, identificar lacunas no mercado e desenvolver serviços diferenciados.

Como alguém que não vivencia a visão empreendedora pode nos ensinar algo que nos leve de um ponto A um ponto B? Seria como um neurocirurgião ensinar como realizar uma craniectomia descompressiva em um paciente, sem nunca ter realizado em uma emergência. Ficasse apenas nos livros de neurocirurgia e nos bonecos de simulação realística.

O empreendedorismo é a arte de transformar problemas em oportunidades lucrativas.

Enquanto aprendemos a lidar com questões administrativas na pós-graduação, o verdadeiro desafio é aprender a identificar problemas reais que afetam pacientes e criar soluções

2. O Medo do Fracasso e a Busca pela Estabilidade.

Busca pela estabilidade.

Durante a faculdade já somos automaticamente a buscar a maior estabilidade possível: termina a graduação, entre em uma boa residência, faça um excelente fellow, se tiver aptidão, faça um mestrado e doutorado.

Claro, se tudo isso der certo, você atenderá em um bom hospital, terá um bom consultório e se evoluir muito, muito bem, após inúmeros anos poderá ousar em criar uma clínica.

Perfeito, somos condicionados a pensar da forma mais racional e analítica possível.

Por uma provável necessidade da carreira médica, somos estimulados a entrar em uma pós-graduação de gestão para entender mais sobre o mercado, e somos surpreendidos.

Encontramos nessa oportunidade algo incrível: professores que possuem praticamente a mesma visão da doutrina da escola de medicina — busca pela estabilidade.

Nos ensinam a pensar estrategicamente, analisar os desafios administrativos, mas falta o principal: Qual seria a ação do dono do negócio, aquele que investiu capital, motivado por um propósito, fazer aquele negócio acontecer — de um jeito ou de outro?

Nesse momento, precisaríamos dessa visão dentro da escola.

Não precisaríamos da visão de alguém que tem seu salário garantido — estabilidade — e sua maior preocupação é bater a metas e ter acesso a um bônus salarial.

Estabilidade não existe — Flávio Augusto.

O Medo do Fracasso

Nós médicos, por natureza, possuímos um alto senso de responsabilidade em relação aos pacientes, e esse senso de responsabilidade pode se estender às decisões empresariais.

No entanto, entender que o fracasso é uma parte inevitável do caminho empreendedor é fundamental para crescer e inovar — e isso não é ensinado nas escolas

3. Da Teoria à Prática: Desafios da Implementação Empreendedora

A pós-graduação em gestão pode trazer conceitos valiosos, mas a verdadeira aplicação desses conhecimentos requer uma compreensão mais profunda.

O verdadeiro aprendizado ocorre quando colocamos em prática o que sabemos.

‘’ Entre o mapa e o terreno, fique sempre com o terreno.’’

Um dos desafios é a transição do papel tradicional de médico para o de gestor ou empreendedor.

Exige-se uma mudança de mentalidade e aquisição de novas habilidades. A prática empreendedora requer resiliência, persistência e habilidade para aprender com os erros e melhorar continuamente — famoso GRIT.

A implementação empreendedora é um ponto crucial em nossa jornada.

Como médicos, o desafio está em transpor o abismo entre o conhecimento teórico e a ação prática.

A teoria pode fornecer uma bússola, mas é a ação que nos levará a novos horizontes.

A implementação requer resiliência e a capacidade de aprender com os erros.

É justamente na implementação, ou seja, no resultado real que as pós-graduações falham. Simplesmente não há.

O que ocorre é apenas uma enxurrada de conteúdos densos e poucos práticos para o médico acreditar que gestão é impossível.

Novamente: criam os problemas para venderem a solução.

Se há apenas conteúdo teórico sem aplicação prática, qual o Retorno Obtido sobre o Investimento (ROI) ?

3. A Falta de Habilidades de Vendas

Certo dia me perguntaram: Qual a principal habilidade para o profissional para o gestor?

Com toda a certeza: VENDAS.

Interessante que todos as pós-graduações que passei, nenhuma me ensinaram a vender. Ao analisarmos a pós-graduação em saúde, vemos que as habilidades de vendas são frequentemente ignoradas.

As escolas de gestão podem ser responsáveis por ministrar conteúdo teórico valioso, mas muitas vezes negligenciam um dos pilares fundamentais para o sucesso do empreendedor: a capacidade de vender ideias e projetos.

Vendas é importante desde a criação até a tração e escalabilidade do negócio.

Um negócio que não vende está fadado ao fracasso

A arte de vender vai além de simplesmente comercializar produtos ou serviços, é a habilidade de transmitir uma visão e de conquistar apoiadores para o projeto.

Sem o domínio das habilidades de vendas, médicos empreendedores podem encontrar dificuldades em atrair investidores, parcerias estratégicas e até mesmo clientes.

Me venda essa caneta — Jordan Belfort, O lobo de wall street.

A pós-graduação em saúde pode fornecer conhecimento técnico, mas a venda bem-sucedida requer conexão emocional, habilidade em comunicação e compreensão profunda das necessidades do mercado.

Por fim, lembre-se: Por sermos médicos, temos uma enorme vantagem competitiva para empreender dentro da saúde — a vivência prática de todo o ecossistema da saúde.

Precisamos usar essa vivência para oferecer soluções autênticas e alinhadas com as necessidades do mercado, destacando-se dos concorrentes que criam soluções para problemas inexistentes.

Se você focar em uma construção intelectual forte associado a muito trabalho duro, verá a oportunidade de criar seus negócios e aprimorar sua capacidade de gestão.

Continue construindo.

Passo a passo.

— JRO.

Quem é Jair Rodrigues?

Médico, Gestor e executivo em saúde. Na minha vida a Gestão e o empreendedorismo são ferramentas fundamentais para transformar a realidade do país.

Acredito piamente em construção intelectual forte, trabalho duro, obsesso e Life long learning.

Pioneiro sobre a Nova economia da saúde.

Leia também:

plugins premium WordPress

Apenas preencha e receba semanalmente a Dots.